O Coletivo de Entidades Ambientalistas com cadastro junto ao Conselho Estadual do Meio Ambiente de São Paulo (CONSEMA) e o Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente protocolaram ao governador do Estado, José Serra, um “Manifesto pela Reconstrução do sistema de Meio ambiente”. Na Capital, nesta terça-feira (17/11/2009) pela manhã, eles fizeram uma manifestação que reuniu aproximadamente 200 pessoas em frente à Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo em prol da “Reconstrução do Sistema de Meio Ambiente, JÁ!”.
A mesma manifestação foi realizada por ambientalistas nas três regiões metropolitanas do Estado de São Paulo: Santos, Campinas e São José dos Campos. O protesto foi contra a ineficiência do Sistema Estadual de Administração da Qualidade Ambiental, Proteção, Controle e Desenvolvimento do Meio Ambiente e Uso Adequado dos Recursos Naturais (SEAQUA), com duras críticas às áreas de licenciamento, fiscalização, controle, planejamento e gestão.
O Manifesto pela Reconstrução do sistema de Meio Ambiente foi construído por ambientalistas do Interior, da Capital e do Litoral de São Paulo, com o objetivo de apontar e sanar as deficiências existentes no sistema atual. O texto cita mais de cinquenta pontos que exigem imediata correção, para o estabelecimento de uma eficiente Política de Meio Ambiente para o Estado de São Paulo. Por exemplo, reunidas, as áreas desmatadas com licenças irregulares emitidas pela Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo contabilizam cerca de 2 milhões de metros quadrados, ou 300 campos de futebol.
“Este é um momento crítico que exige ação organizada da sociedade, para impedirmos a continuidade da degeneração do meio ambiente por omissão do poder público”, afirma Carlos Bocuhy, conselheiro do Conselho Nacional de Meio Ambiente (CONAMA), CONSEMA e presidente do Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental (PROAM).
As manifestações nas regiões metropolitanas do Estado também foram bem-sucedidas. Em São José dos Campos, “os empregados da agência (ambiental) participaram, mas, depois a chefia os colocou para dentro”, disse Mauro Wilken, conselheiro do CONSEMA pelo Interior do Estado e integrante da Sociedade Ecológica de Santa Branca (SESBRA).
Em Santos, os funcionários da agência ambiental também estiveram presentes. “Nós conseguimos reunir os funcionários da agência para que eles assistissem o que nós estávamos fazendo. São poucos funcionários, mas todos estavam do lado de fora e acompanharam a manifestação do começo ao fim”, diz Fabio Dib, do Instituto Caá-Oby e conselheiro do CONSEMA pelo Litoral.
Em Campinas, também participaram ambientalistas de Americana, de Piracicaba e de Valinhos. “Grande parte dos manifestantes estavam com mascaras de bichos, porque em Campinas está havendo uma degradação muito grande dos remanescentes da Mata Atlântica”, afirma Márcia Corrêa, ambientalista, da Associação Protetora da Diversidade das Espécies (PROESP).
Performance na manifestaçãoEm São Paulo, a manifestação teve performance irreverente. O grupo de samba “Batucada da Cidade Show” fez o som em frente à Secretaria do Meio Ambiente junto com meninos com o rosto pintados de verde-amarelo. Para simbolizar a natureza, duas meninas estavam fantasiadas de árvore e de flor. Uma ambulância também esteve no local para ‘internar’ o ‘sistema de meio ambiente’, todo enfaixado e de muletas, que está em ‘estado terminal’. Para finalizar a performance, a ‘notícia’ da ‘internação’ foi divulgada ao vivo pela ‘jornalista da TV Alfaces’ que estava ‘cobrindo’ o evento.
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