STF suspende liminar que assegurava sustentabilidade para a Cidade de São Paulo
27 Abr 2026


Assine a carta enviando e-mail com nome de sua instituição, ou seu nome pessoal com atividade profissional, para proam@proam.org.br
Confira a reação dos signatários e o texto completo da Carta
ESPECIALISTAS E INSTITUIÇÕES SUBSCRITORAS:
Associação Cultural e Ecológica Pau-Brasil - Ribeirão Preto - SP
Associação de Amigos e Moradores da Granja Viana - AMOGV - Marcia Catunda – Presidente
Associação de Combate aos Poluentes (ACPO) – Santos - SP
Associação Educacional dos Homens de Amanhã – AEDHA - Duque de Caxias - RJ
Associação Guarujá Viva – Água Viva – Guarujá – SP
Associação de Moradores do Jardim da Saúde - SP
Associação de Saúde Socioambiental (ASSA) – Santos - SP
Associação dos Pesquisadores Científicos do Estado de São Paulo - APqc
Associação para Proteção Ambiental de São Carlos (APASC) – S.Carlos - SP
Associação Protetora da Diversidade das Espécies – PROESP – Presidente Roseli Torres -Campinas – SP
Associação Preservar Ambiental – Itapecerica da Serra – SP
Associação Alternativa Terra Azul – Brasília - DF
Associação "Viva o Centro de São Paulo" – São Paulo - SP
Abraço Guarapiranga – São Paulo - SP
Adriano Garcia Chiarello – FFCLRP – USP – Ribeirão Preto - SP
Boisbaudran Imperiano – ex-conselheiro do CONAMA
Brigada Popular de Prevenção e Combate a Incêndios Cachorro do Mato – Campinas - SP
Campanha Billings, Eu te quero Viva! – São Paulo - SP
Carlos Alberto Hailer Bocuhy – ex-conselheiro do Conama
Carlos Alfredo Joly – UNICAMP -SP
Capitulo Laudato Si - SP - Lucia Helena SilvaMaeques Vilas Boas - Coordenadora
CIA Teatro da Cidade – S. J. dos Campos – SP - Cláudio Mendel
Claudia Visoni – jornalista e empreendedora socioambiental
Clemente Coelho Jr – Biólogo - UPE
Cleveland M. Jones - Presidente da Academia Brasileira Ambientalista de Letras – ABAL – Petrópolis – RJ
Coletivo de Entidades Ambientalistas do Estado de São Paulo
Coletivo Jurubatuba Mirim – São Paulo - SP
Coletivo Socioambiental Bragança Mais – Bragança Paulista - SP
Comissão Justiça e Paz da Diocese de S. J. Campos – SP - Marco Carvalho - Coordenador
Crescente Fértil - Resende – RJ
Daiane Mardegan – Advogada Ambientalista
Danilo Moura - Centro Palmares de Estudos e Assessoria por Direitos
Deputada Federal Luciene Cavalcanti – SP
Deputado Estadual Carlos Gianazzi – SP
Diego Braga – Tekoa – Governança, Resiliência Climática e Territorialidades - São Paulo – SP
DHEMA – Direitos Humanos e Meio Ambiente – São Paulo - SP
Elizabeth Brait Alvim- Escritora, poeta e atriz. Ex-Diretora Cultural da Fundação Cultural de SJCampos e do SESC/SJC
Eloah Margoni – Médica - SODEMAP – Sociedade em Defesa do M. A. de Piracicaba – SP
Elo Ambiental de Vinhedo -SP
Espaço, Educação Cultura e Meio Ambiente – São Paulo - SP
Fernanda Favier – Ambientalista – Conselho Municipal de Guararema - SP
Forum de Mudanças Climáticas - Ivo Poleto – Goiânia -GO
Fórum permanente em Defesa da Vida – São José dos Campos - SP
Fórum Verde Permanente de Parques, Praças e Áreas Verdes - São Paulo - SP
Frente Ambientalista da Baixada Santista - FABS
Gracias Leiva - Vereadora - Câmara Municipal de Monteiro Lobato - SP
Gerson de Freitas Junior – FATEC (CPS/ICT)
GPME - Grupo de Preservação dos Mananciais do Eldorado - SP
Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas - GESP - Passo Fundo - RS
Heitor Marzagão Tommasini – ex-conselheiro do CONSEMA/SP
Helena Dutra - Ecóloga
Hilda de Souza Lima Mesquita - IO-USP
Ibióca – Nossa casa na Terra – Embu das Artes - SP
Iniciativa Verde – São Paulo – SP
Ingrid Oberg – Bióloga
Instituto Árvores Vivas para Conservação e Cultura Ambiental - São Paulo - SP
Instituto Bairro Vivo de Desenvolvimento Urbano e Social – São Paulo - SP
Instituto Bioma-Brasil – Recife – PE
Instituto Brasileiro de Conservação da Natureza – IBRACOM – Presidente Nalu Beatriz Machado
Instituto ECOEMA – Instituto de Estudos e Conservação do M.A. – Manaus - AM
Instituto Guaicuy – Belo Horizonte – MG
Instituto Ilhabela Sustentável – Gilda Nunes – Diretora Executiva
Instituto MIRASERRA – Porto Alegre - RS
IPAN - Instituto Panamericano de M.A. e Sustentabilidade – SP - Moacir Bueno Arruda
Ivan Maglio – FAU-USP
Janes Jorge - EFLCH/UNIFESP – Campus Guarulhos - SP
José de Castro Procópio – ex-conselheiro do Conama
José Manoel Ferreira Gonçalves – Engenheiro
José Marcelino de Rezende Pinto - USP - Ribeirão Preto – SP
Juliana Gatti Pereira Rodrigues - Conselheira do CONAMA
Kanindé - Associação de Defesa Etnoambiental – RO
Klécia Gili Massi – Engenheira Florestal, Mestra em Ecologia e Recursos Naturais
Lisiane Becker – Conselheira do Conama
Lixo Zero – BS
Leila Regina Diegoi – Arquiteta e Urbanista
Luciano Abbamonte da Silva - Doutor em Arquitetura e Urbanismo
Lucy Miriam Schaeffer – Advogada e Economista
Luiz Marques - Unicamp – SP
Marcelo Marini Pereira de Souza – USP – Ribeirão Preto – SP
Márcio Antonio Augelli – USP – Jaboticabal – SP
Maria Madeleine Hutyra de Lima - advogada ambientalista
Mariana de Oliveira Gianiaki - Consultoria em Gestão Ambiental Marimar
Mauro Frederico Wilken – ex-conselheiro do CONAMA
Mauro Scarpinatti – Ambientalista
Milena Saad Maluhy - fotografa, bióloga e gestora ambiental
Movimento Contra as Agressões à Natureza (MoCAN) – Peruíbe - SP
Movimento Defenda São Paulo - SP
Movimento Resgate Cambuí – Campinas – SP
Movimento Reviva Vila Carioca - SP
Movimento SOS Instituto Butantan – São Paulo - SP
Movimento Urbano de Agroecologia – MUDA
Museu do Cerrado - Rosângela Azevedo Corrêa – Basília – DF
Núcleo de Estudos, Pesq. e Ext. Saúde Socioambiental (NEPPSA-Unifesp) – Santos - SP
Núcleo Regional do Plano Diretor Participativo – São José dos Campos - SP
Observatório da Governança Ambiental do Estado de São Paulo – OGAM SP
Observatório Nacional dos Direitos à Água e ao Saneamento – ONDAS – S. Paulo - SP
OEKOBR – Organização Oëkoscientia Brasil (OSCIP) -São Paulo - SP
OPPA Jandaia - SP
OSC Composta & Cultiva – Santos – SP
Organização Ambiental Teyquê-Pê – OAT – Piraju - SP
Paulo Jorge Moraes de Figueiredo – ex-conselheiro do CONAMA
PROAM-Instituto Brasileiro de Proteção Ambiental – SP
Projeto Saúde e Alegria – Coordenador Caetanos Scanavivo
Proteção do Bioma - Regina Petti – Itanhaém - SP
Rede Brasileira de Conselhos – RBDC
Rosanne Brancatelli – Conselheira do CADES/SP e CMPU
SESBRA – Sociedade Ecológica de Santa Branca - SP
Sociedade Amigos da APA de Itupararanga e suas Bacias Hidrográficas Fronteiriças pelo Desenvolvimento Socioambiental - SAPITU - São Roque/SP
Sociedade Ecológica Amigos do Embu das Artes – Embu das Artes - SP
Sonia Corina Hess, engenheira química - UFSC
Sônia Godoy Bueno Carvalho Lopes – IB – USP
Sonia Maria Gianesella - IO-USP
Susana Prizendt, arquiteta-urbanista ambientalista
SOS Manancial – São Paulo – SP
SOS Manancial do Rio Cotia - SP
Tiago Lira – Vice-Presidente do Condema de Campinas - SP
Pedro Ivo de Souza Batista - FBOMS - Fórum Brasileiro de Ongs e Movimentos Sociais pelo Meio Ambiente e Desenvolvimento
Vereador Celso Gianazzi - SP
Fórum Permanente em Defesa da Vida – São José dos Campos – SP
Vicente de Moraes Cioffi – Engenheiro
Vilázio Lellis Junior - ex-conselheiro do CONSEMA/SP
Viviane Lanfranchi Vaz – Arquiteta e urbanista
Yara Schaeffer- Novelli – IO - USP
CARTA PAULISTA PELA RECONSTRUÇÃO DA GOVERNANÇA AMBIENTAL
Democracia Ambiental, Ciência e Planejamento para a Sustentabilidade
APRESENTAÇÃO
O Estado de São Paulo foi protagonista na construção da política ambiental brasileira. Ao longo de décadas consolidou instituições técnicas, fortaleceu a pesquisa científica, desenvolveu instrumentos de planejamento territorial, estruturou sistemas de controle da poluição e dos recursos hídricos e criou espaços de participação social. Também passou por acentuado processo de retrocesso que corroeu muitos dos avanços obtidos.
Os desafios do século XXI exigem uma nova etapa dessa trajetória. A emergência climática, a intensificação dos eventos extremos, a insegurança hídrica, a perda de biodiversidade e a expansão urbana demandam instituições mais preparadas, integradas e resilientes.
Esta Carta constitui um documento-base, aberto ao diálogo e ao aperfeiçoamento coletivo, convidando diferentes setores da sociedade paulista à construção de uma agenda comum para o fortalecimento da governança ambiental.
1. UM CHAMADO À SOCIEDADE PAULISTA
Há momentos em que as sociedades são chamadas não apenas a enfrentar crises, mas também a fortalecer as instituições que lhes permitirão superá-las. São Paulo vive um desses momentos. A emergência climática tornou-se parte da realidade cotidiana. Estiagens, ondas de calor, incêndios, enchentes, degradação dos mananciais e perda de biodiversidade desafiam diariamente a capacidade do Estado de proteger sua população.
Reconstruir a governança ambiental não significa restaurar modelos do passado, mas sim em avançar, preparando o Estado para responder aos desafios de uma realidade ambiental cada vez mais complexa.
Representa potencializar a capacidade das instituições públicas e da sociedade para formular, implementar e aperfeiçoar políticas voltadas à proteção do patrimônio ambiental.
Esta Carta propõe um espaço de convergência entre diferentes instituições, orientado pela ciência, pela participação democrática, pelo planejamento territorial e pela responsabilidade intergeracional.
Também decorre da necessidade da correção de rumos que vem sendo apontada há décadas por organizações da sociedade civil e conceituados especialistas, conforme retrata estudo preliminar conduzido pelo PROAM (gráfico em anexo).
2. O QUE DEFENDEMOS
• Democracia ambiental como fundamento das políticas públicas.
• Ciência como referência permanente para a tomada de decisões.
• Planejamento territorial como instrumento estratégico.
• Prevenção e adaptação climática.
• Participação social qualificada.
• Integração entre políticas públicas.
• Responsabilidade intergeracional.
3. DOZE COMPROMISSOS PARA UM NOVO CICLO DE GOVERNANÇA AMBIENTAL
Os signatários desta Carta comprometem-se a apoiar iniciativas destinadas a:
1. Fortalecer a democracia ambiental, ampliando participação social e processos decisórios transparentes capazes de contribuir para a construção de políticas públicas.
2. Valorizar a ciência e o conhecimento técnico como referência permanente para a formulação, implementação e avaliação das políticas públicas ambientais.
3. Restaurar instâncias de pesquisa e planejamento estatal eliminados sem justificativas plausíveis, à exemplo da Emplasa, Instituto Florestal, Instituto de Botânica e Instituto Geológico.
4. Garantir a capacidade de planejamento territorial, por meio de planos diretores socioambientais, promovendo a integração entre desenvolvimento urbano, infraestrutura, conservação da biodiversidade, recursos hídricos e adaptação às mudanças climáticas, garantindo espaços territoriais saudáveis e privilegiando soluções com base na natureza.
5. Aperfeiçoar os instrumentos preventivos de gestão ambiental, fortalecendo o licenciamento ambiental, o planejamento estratégico, a avaliação de impactos, estudos de impacto de vizinhança e a prevenção de riscos socioambientais.
6. Estimular a cooperação entre instituições públicas, universidades, centros de pesquisa, setor produtivo, organizações da sociedade civil e comunidades locais, reconhecendo que os desafios ambientais exigem soluções construídas de forma colaborativa.
7. Promover transparência, integridade, acesso à informação e governo aberto, fortalecendo o controle social e a confiança nas instituições públicas.
8. Integrar as políticas de clima, biodiversidade, recursos hídricos, planejamento territorial, saúde pública, infraestrutura e desenvolvimento econômico, reconhecendo a natureza sistêmica dos desafios ambientais contemporâneos.
9. Incentivar soluções inovadoras baseadas na ciência, na tecnologia e na natureza, estimulando pesquisa, inovação e adaptação às mudanças climáticas, garantindo-se recursos públicos para efetiva implantação.
10. Fortalecer o papel das instituições de controle, especialmente do Ministério Público, dos Tribunais de Contas, da Defensoria Pública e dos órgãos de fiscalização, como garantidores da ordem jurídica ambiental, da transparência administrativa e da proteção e defesa dos direitos difusos e coletivos.
11. Reafirmar a importância do Poder Judiciário na efetividade do Estado Democrático de Direito Ambiental, assegurando a proteção dos princípios constitucionais, da vedação ao retrocesso socioambiental, da prevenção, da precaução e da responsabilidade intergeracional.
12. Construir uma agenda permanente de reconstrução da governança ambiental paulista, baseada na cooperação institucional, na estabilidade das políticas públicas, na segurança jurídica e na defesa, reservação e proteção do patrimônio ambiental como bem de uso comum do povo.
Os compromissos reconhecem que a reconstrução da governança ambiental paulista depende da atuação coordenada dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, do Ministério Público e outros órgãos de controle, da comunidade científica, das universidades, do setor produtivo e da sociedade civil organizada. A proteção do patrimônio ambiental constitui dever comum do Estado e da coletividade, conforme estabelece a Constituição Federal, exigindo cooperação institucional, diálogo permanente e compromisso com as presentes e futuras gerações.
4. CONVITE À CONSTRUÇÃO COLETIVA
Convidamos cidadãos comprometidos com a causa pública, pesquisadores, ambientalistas, universidades, centros de pesquisa, sociedades científicas, organizações da sociedade civil, entidades profissionais, instituições públicas e representantes do setor produtivo a contribuir para o aperfeiçoamento desta Carta e subscrevê-la. A reconstrução e o aprimoramento da governança ambiental paulista representam compromisso coletivo com a Constituição, com a ciência, com a democracia e com as futuras gerações.
5.DECLARAÇÃO FINAL
A reconstrução da governança ambiental paulista constitui um compromisso coletivo com a capacidade do Estado de proteger seu patrimônio natural, promover o desenvolvimento sustentável e preparar a sociedade para enfrentar os desafios do século XXI. Que esta Carta seja o início de um amplo processo de cooperação institucional em favor de um novo ciclo de desenvolvimento voltado à sustentabilidade no Estado de São Paulo.


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